Ficar durante anos ocupando a mesma posição dentro de uma
empresa pode demonstrar acomodação do profissional. Por outro lado, a alta
rotatividade e pouco tempo de atuação em cada organização, ainda hoje, não são
bem vistos pelo mercado. Quem confirma esse dado com propriedade é Matilde
Berna, diretora de transição de carreira da Right Management. Segundo ela, o
profissional tem de saber se portar e essa instabilidade pode prejudicá-lo na
hora da busca por um novo emprego. "Ele tem de entender os motivos que o
levam a mudar tanto de emprego. Mudar de empresa apenas por mudar não agrega e,
além disso, é ruim para o desenvolvimento da carreira", afirma.
Denise Banzato, coordenadora de gestão de carreira da BPI RH, compartilha dessa opinião, mas para ela, quando há coerência nas mudanças fica mais fácil para o profissional demonstrar suas intenções ao selecionador. "Quando o recrutador vai analisar um currículo, ele precisa entender se há sentido no percurso profissional. Se há coerência e isso é claro, mesmo com passagens rápidas em algumas empresas, o profissional consegue demonstrar suas competências e concorrer de igual para igual por uma vaga", analisa.
Denise Banzato, coordenadora de gestão de carreira da BPI RH, compartilha dessa opinião, mas para ela, quando há coerência nas mudanças fica mais fácil para o profissional demonstrar suas intenções ao selecionador. "Quando o recrutador vai analisar um currículo, ele precisa entender se há sentido no percurso profissional. Se há coerência e isso é claro, mesmo com passagens rápidas em algumas empresas, o profissional consegue demonstrar suas competências e concorrer de igual para igual por uma vaga", analisa.
Há um tempo certo?
Segundo as especialistas, não há um tempo determinado e exato para ficar em cada empresa, mas o importante é permanecer por período suficiente para desenvolver um bom trabalho. "Não há números definidos, mas o profissional tem de ter no mínimo um tempo para dar resultados para a organização", explica Matilde.
Profissionais em cargos gerenciais devem ficar ainda mais atentos a isso. Menos de três anos é pouco tempo para observar resultados. "Explicar e demonstrar bons resultados em tão pouco espaço de tempo é difícil e pode não ser convincente ao selecionador", considera Denise.
Entendendo melhor
Para explicar uma trajetória profissional com tantas mudanças é preciso primeiro entendê-la melhor. O profissional precisa saber o que realmente o motiva e como explica tamanha instabilidade no percurso da carreira. "Ele tem de conhecer muito bem seus limites, o que o motiva, o que o fez entrar ou sair de determinadas empresas. Só assim ele vai ter a chance de mostrar isso com clareza para o recrutador", explica Denise. Além disso, é preciso prestar muito atenção se essa rotatividade não acontece por falta de planejamento. "Não é normal uma pessoa ser tão instável, na vida profissional ou em qualquer área da vida. Por isso mesmo, o profissional precisa se auto-conhecer para entender o que o leva a tomar atitudes como a de pular de um serviço para o outro, como se fosse algo muito simples, o que na verdade não é", considera Matilde.
A chave
Conhecer-se mais é a chave para entender tanta instabilidade. Saber o que é capaz de motivar ou o que desmotiva faz com que o profissional enxergue melhor cada situação antes de entrar numa empresa. "O tempo todo, empregado ou não, o profissional precisa fazer um balanço da sua carreira - o que ele gosta, o que não gosta, o que quer melhorar, como quer fazer isso", garante Denise, que complementa "Se a pessoa não tem norte, não vai conseguir ver oportunidades. Ter um projeto é fundamental, é investimento na carreira, e isso só se constrói com pesquisa, conhecendo mais, se aprofundando mais, refletindo sobre os reais desejos e como alcançá-los", finaliza.
Fonte: empregocerto.uol.com.br

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