1 de julho de 2012

Mudar muito de emprego é bem visto pelas empresas?


Ficar durante anos ocupando a mesma posição dentro de uma empresa pode demonstrar acomodação do profissional. Por outro lado, a alta rotatividade e pouco tempo de atuação em cada organização, ainda hoje, não são bem vistos pelo mercado. Quem confirma esse dado com propriedade é Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management. Segundo ela, o profissional tem de saber se portar e essa instabilidade pode prejudicá-lo na hora da busca por um novo emprego. "Ele tem de entender os motivos que o levam a mudar tanto de emprego. Mudar de empresa apenas por mudar não agrega e, além disso, é ruim para o desenvolvimento da carreira", afirma.

Denise Banzato, coordenadora de gestão de carreira da BPI RH, compartilha dessa opinião, mas para ela, quando há coerência nas mudanças fica mais fácil para o profissional demonstrar suas intenções ao selecionador. "Quando o recrutador vai analisar um currículo, ele precisa entender se há sentido no percurso profissional. Se há coerência e isso é claro, mesmo com passagens rápidas em algumas empresas, o profissional consegue demonstrar suas competências e concorrer de igual para igual por uma vaga", analisa.

Há um tempo certo?
Segundo as especialistas, não há um tempo determinado e exato para ficar em cada empresa, mas o importante é permanecer por período suficiente para desenvolver um bom trabalho. "Não há números definidos, mas o profissional tem de ter no mínimo um tempo para dar resultados para a organização", explica Matilde.

Profissionais em cargos gerenciais devem ficar ainda mais atentos a isso. Menos de três anos é pouco tempo para observar resultados. "Explicar e demonstrar bons resultados em tão pouco espaço de tempo é difícil e pode não ser convincente ao selecionador", considera Denise.



Entendendo melhor

Para explicar uma trajetória profissional com tantas mudanças é preciso primeiro entendê-la melhor. O profissional precisa saber o que realmente o motiva e como explica tamanha instabilidade no percurso da carreira. "Ele tem de conhecer muito bem seus limites, o que o motiva, o que o fez entrar ou sair de determinadas empresas. Só assim ele vai ter a chance de mostrar isso com clareza para o recrutador", explica Denise. Além disso, é preciso prestar muito atenção se essa rotatividade não acontece por falta de planejamento. "Não é normal uma pessoa ser tão instável, na vida profissional ou em qualquer área da vida. Por isso mesmo, o profissional precisa se auto-conhecer para entender o que o leva a tomar atitudes como a de pular de um serviço para o outro, como se fosse algo muito simples, o que na verdade não é", considera Matilde.


A chave

Conhecer-se mais é a chave para entender tanta instabilidade. Saber o que é capaz de motivar ou o que desmotiva faz com que o profissional enxergue melhor cada situação antes de entrar numa empresa. "O tempo todo, empregado ou não, o profissional precisa fazer um balanço da sua carreira - o que ele gosta, o que não gosta, o que quer melhorar, como quer fazer isso", garante Denise, que complementa "Se a pessoa não tem norte, não vai conseguir ver oportunidades. Ter um projeto é fundamental, é investimento na carreira, e isso só se constrói com pesquisa, conhecendo mais, se aprofundando mais, refletindo sobre os reais desejos e como alcançá-los", finaliza.

Fonte: empregocerto.uol.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário